sábado, 7 de janeiro de 2012

sábado, 24 de dezembro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

23/10/2011

Eu a vi. Dois anos depois de ela me dizer sim, um ano e nove meses depois dela me dizer tchau.

E no mesmo lugar onde costumávamos nos encontrar.

Mas dessa vez tudo foi diferente.

Não fui para encontrá-la, e nem ela esperava me ver.

Eu sabia que a veria, e ela pareceu ter medo a me ver.

Seus olhos estavam com um assombro que fez eu me sentir mal. Nunca pensei que alguém que um dia disse que me amava poderia ter medo de mim.

Mas isso foi hoje, ontem foi tudo pior.

Ontem ela não estava só, e por mais que eu soubesse disso, ainda sim foi a pior coisa que poderia me acontecer na vida.

Uma imagem difícil de tirar da mente, mesmo não tendo olhado para ver como e quem era.

Tudo o que eu queria era ser a pessoa abraçado com ela, poder dizer que o que eu sinto é verdadeiro, e mesmo dois anos depois, não mudou.

O pior é ler o que ela me escreveu naquele dia 21 de novembro de 2009.

Ela dizia que eu era perfeito, que estava feliz comigo, que isso seria para sempre, que não queria que eu a deixasse.

E agora eu pergunto

Pra que tudo isso?

Pra que temos que nos expor a algo, e perder tão cedo?

Eu sequer queria perder.

Eu nunca pedi muito pra ser feliz.

Nunca fiz questão de nada.

Era só ela que eu queria, e o resto que precisasse eu correria atrás.

Mas não.

O que era perfeito tornou-se inútil.

O que era pra sempre não tardou em acabar.

E o que era pra estar sempre por perto, agora amedronta.

Eu sempre estive por perto, protegendo-a, mas ela nem sabe.

E talvez prefira não saber.

Tudo virou ilusão.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mais alguma coisa sobre felicidade.

Às vezes eu me pergunto se um dia serei feliz, e em todas as outras vezes, eu fico querendo saber o que é felicidade. Como alguém pode alcançar algo que sequer sabe o que é?

Será que alguém sabe defini - lá?

E como se pode alcançar isso?

Felicidade já não é mais um fim de tarde em frente ao mar, Pelo menos não foi quando eu procurei por isso.

Serviu-me apenas para lembrar, quem nem o mar pode trazer de volta o que se foi, e se nem o mar com a sua grandiosidade consegue, como um mero mortal errante poderia?

Felicidade eu posso não saber o que seja, mas se for metade do que eu sentia quando estava com ela, já ficaria satisfeito em tê-la.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O monge e o Bêbado

No alto de uma montanha, morava um velho monge, ele vivera 50 anos da sua vida, dedicado em buscar a paz de espírito.
Um dia, um alcoólatra, no alto de seu estado de embriaguez, resolveu escalar a montanha, e conseguiu. Chegou até o topo, e deu de cara com o monge. O monge por sua vez, recebeu esse alcoólatra, porem, desejando que ele fosse embora o mais rápido possível.
Mas para decepção do monge o alcoólatra gostava de conversar:

- O que você faz aqui? - perguntou
- Busco a paz que não se pode ter nas grandes cidades, onde só existem guerras, violências, e destruição. As famílias foram corrompidas, e não há esperanças para o mundo - respondeu o monge
- E você acha que é aqui que encontrará essa paz? - perguntou o bêbado.
- Sim, aqui onde só escuto o som da natureza, e tenho a pureza da vida ao meu redor.- respondeu inquieto
- Mas me diga, eu estou aqui, e você parou seus afazeres para falar comigo, não te incomoda isso? - provocava o bêbado.
- Realmente, parei tudo que fazia para lhe atender, mas o seu esforço em subir aqui, tem, no mínimo, que ser respeitado - disse com mais calma em sua voz do que no seu interior.
- Desça comigo, e lhe mostrarei um mundo que você já não conhece mais - convidou o bêbado, provavelmente se referindo as bebidas.
- Não posso descer. Não quero ser corrompido - alegou o monge.
- Você tem medo de se perder nesse mundão de possibilidade? - indagou
- Sim - respondeu o monge.
- Então o que você fez nesses 50 anos, não resolveu nada, se depois desse tempo todo você não domina suas ações, não precisa mais continuar tentando.
- Eu nunca tinha pensado nisso - falou perplexo o monge.
- É por que buscou algo irreal. Invés de tentar ser mais paciente, você simplesmente fugiu dos problemas. Qualquer um pode controlar a raiva, se não passa por nenhuma situação em que tenha que colocá-la em teste. - O bêbado dissera uma verdade nunca antes pensada pelo monge.
- Entendo. Mas o que você faz aqui? -perguntou o monge querendo mudar o foco.
- Eu duvidava ser capaz de escalar uma montanha. - e ao falar isso, virou as costas, e começou a descer a montanha. Enquanto o monge ficava pensando no que fez nos últimos 50 anos, e no que tinha acontecido.


sábado, 20 de agosto de 2011

E isso aconteceu em uma caixa de música, ou em um sonho qualquer...

Perdida, dentro de uma caixa, em um canto onde ninguém poderia te encontrar. Mas foi aí que eu a vi, me admirei, no meio do desconhecido a encontrei, e isso me pareceu fantástico, era tudo diferente, era forte, era sensível, era belo, era falho, mas ainda sim, insubstituível.

Como poderia explicar, era tão próxima, mas ao mesmo tempo tão distante, tão simples em toda sua complexa existência.

E contigo passei muitos dos melhores momentos da minha vida, e contigo aprendi muito do que sei, muito de mim mesmo, e pouco ou quase nada de você, mas ainda sim, conhecendo tão pouco de ti, aprendi a te admirar, a te contemplar, a te amar.

Hoje não sei o quão real isso foi, se foi real. Hoje não sei mais o que aconteceu, só sei que ficou, e sempre ficará marcado em minha mente.

E isso aconteceu em uma pequena caixa de musica, ou em um sonho qualquer.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Deja vú

Faz tanto tempo que não posto aqui, a principio pensei que não postaria mais, e nem sei o porque de estar fazendo-o agora, talvez seja só o tédio o meu grande motivador, ou talvez não, não sei, só sei que estou aqui postando.
Eu comecei a escrever esse blog quando tinha 18 anos, era uma pessoa despreocupada com tudo, não me importava com quase nada na vida, apenas minhas ideias, minha guitarra, e alguns amigos.
Na época era tudo mais fácil, digo, mesmo que fosse uma maneira muito egoísta de se pensar, mas desse jeito eu me sentia bem, não tinha o que ficar pensando, se estava ou não fazendo as coisas certas.
Hoje, eu vejo que alguns amores se passaram, o cara que, indiretamente, me incentivou a fazer esse blog, e a quem eu tinha mais que um irmão, hoje nem fala comigo, ordem do destino, ou outro motivo banal, não sei, mas aconteceu. Outra amiga a quem eu gostava muito apesar de tudo, e que sempre estava por aqui, tambem mal fala comigo, ela eu não culpo, não foi fácil ouvir eu reclamar o tempo todo, por besteiras.
E muito do que eu sofro hoje, é exatamente por causa dessas besteiras que eu fiz, e a maior delas, claro, foi começar a me importar com as pessoas, e com as pessoas erradas pelo visto.
Pois quando você se importa com alguem, essa alguem pode te magoar, e sempre acaba fazendo-o, nao, eu não sou pessimista como pode parecer, eu na verdade sou apenas um bom realista, que vejo o que está acontecendo a minha volta, e faço uma analise da situação, o unico problema é que ainda não aprendi a resolver as coisas que eu analiso, é simples ver o que está errado, mas é extremamente dificil consertar isso.
E mesmo para quem diz que o problema é comigo, claro que é comigo, o problema desde o começo é que eu me importei com as pessoas, e hoje, 3 pessoas depois, digamos assim, eu estou aqui, entediado, trancado dia e noite no meu quarto, me relacionando apenas com a minha guitarra, que sempre foi e será o maior dos meus amores, porque todas as outras, não estarão aqui para me ouvir chorar.